sábado, 12 de fevereiro de 2011

AULA DE BIOLOGIA - 1º FASE/EJA (08/02/2011)

A ORIGEM DA VIDA

   O cientista belga Jan Baptist van Helmont (1577-1644), considerava a possibilidade de "os cheiros dos pântanos gerarem rãs e a roupa suja gerar ratos completamente formados" pois ele defendia a Abiogênese (Geração Espontânea).
   O filósofo grego Aristóteles (384-322 a. C.) foi um dos precursores dessa idéia, cuja , a aceitação se manteve durante séculos, com a ajuda da Igreja Católica.
   Da mesma forma como a Abiogênese nos parece um tanto estranha, também provocou estranheza entre alguns cientistas da época que começaram contesta-la ainda no século XVII.
   Desse modo, o naturalista e poeta italiano Francesco Redi (1626-1697) indignado com a experiência da Abiogênese veio com sua experiência contestar tal idéia e a defender a idéia de que todos os organismos vivos nasciam de um outro ser vivo pré-existente. Surgiu então a Biogênese, um desafio à geração espontânea.
   Para isso, Redi realizou uma experiência que se tornou célebre pelo fato de ser a 1º registrada e utilizar um controle.

  •    Assim ele colocou carne no interior de 8 frascos, fechando 4 deles e deixando os outros 4 abertos, em contato com o ar. Em poucos dias os frascos abertos estavam cheios de larvas de moscas, enquanto os frascos fechados estavam livres de contaminação. Para que ninguém alegasse falta de ar, os frascos foram fechados com gaze fina. Essa experiência parecia negar a Abiogênese.


  BIOGÊNESE DEFENDE A IDÉIA DE QUE UM SER VIVO SOMENTE PODE SURGIR DE UM OUTRO PRÉ-EXISTENTE.


   Essa polêmica entre Abiogenese e Biogênese manteve-se até o final do século XVII, quando o assunto foi novamente debatido por 2 cientistas da época, Needhan e Spallanzani.
   Em 1745, o inglês John Needhan utilizou vários caldos nutritivos de carne e os colocou em frascos, os mesmos foram aquecidos e em seguida fechados para impedir a entrada de are aquecido novamente. Depois de alguns dias o caldo foi invadido por uma grande quantidade de microorganismos.
   Needhan, repetiu o experimento com outros líquidos nutritivos e obteve sempre o mesmo resultado, ou seja, o aparecimento de microorganismos. Com esse resultado, ele concluiu que a geração espontânea era realmente possível.
   Vinte cinco anos mais tarde, o padre italiano Lazarro Spallanzani criticou de forma devastadora as conclusões de Needhan. Spallanzani ferveu durante 1 hora diversos caldos nutritivos colocados no interior dos frascos.
   Dos frascos usados, alguns foram fortemente fechados, outros tampados com algodão e outros permaneceram abertos. Examinando-os posteriormente observou  a proliferação de microorganismos era proporcional ao contato com o ar, onde conclui-se que o ar continha formas de vida que contaminavam o caldo, portanto todos os seres vivos provinham de outros pré-existentes.
   Spallanzani mostrou então que Needhan não tinha aquecido suficientemente os seus frascos para matar os microorganismos.
   Em 1860, o biólogo francês Louis Pasteur, conseguiu finalmente derrubar a teoria da Abiogênese.

  1.  Pasteur colocou uma solução nutritiva em um frasco aberto com o objetivo de fornecer condições para que os microorganismos não perdessem a vitalidade.
  2. Ao calor da chama, curvou o gargalo em forma de "S", criando o "balão pescoço de cisne", essa curvatura foi feita para dificultar a entrada de mais ar contaminado depois da fervura, além de possibilitar que os vapores saíssem livremente pela estreita abertura.
  3.  Pasteur deixou o frasco esfriar e observou que o líquido em tal frasco permaneceu livre de microorganismos por vários meses.
  4.  Pasteur pode provar que apesar de o líquido ter sido fervido, ainda possuis a capacidade de manter a vida. Por esse motivo, quebrou o gargalo, permitindo que os microorganismos do ar fosse nele introduzidos. Com isso, provou que os seres vivos só podem surgir de outros seres-vivos pré-existentes.